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Opinião: um ano remotamente normal
Tempo de leitura: 2 minutos

Um ano remotamente normal

por Rui Maia, CHRO @ Xpand IT, 10 de março de 2021

Um ano depois da pandemia e confinamento terem entrado no léxico do mercado de trabalho português (e não só), o que mudou? O que aprendemos?

A nível individual, as mudanças foram tremendas e o mesmo se passa para muitas empresas. Com o surgimento da pandemia, percebemos rapidamente o papel fundamental da tecnologia para tornar possível o teletrabalho e produtividade empresarial, numa evolução que veio acelerar exponencialmente um processo que já estava em marcha em muitas empresas. Segundo estudos recentes, as empresas registaram até um aumento da produtividade, o que também aconteceu no setor das tecnológicas que demonstraram uma rápida adaptação ao teletrabalho, mesmo em tempos de confinamento e restrições constantes. As distâncias encurtaram-se, os projetos continuaram a ser realizados de uma forma integrada e fluida – e tudo isto graças à tecnologia.

Além disso, foi importante encontrar formas de não deixar cair a motivação e proporcionar aos colaboradores ações de saúde e bem-estar físico o psicológico que contribuíssem para uma melhor adaptação a estas contingências. Falamos, por exemplo, de sessões de exercício físico em formato remoto com Personal Trainers dedicados, realização de eventos digitais dedicados ao lazer e ao convívio (mesmo que à distância) bem como uma preocupação com a componente psicológica através da criação de um conjunto de sessões de psicoterapia com acompanhamento especializado aberto a toda a empresa.

Muitas empresas continuaram a crescer e a recrutar, mas viram-se a braços com um desafio acrescido: como atrair talento e integrar os novos colaboradores nas equipas já existentes? Através também da tecnologia, o contacto entre candidatos e empresas ficou mais facilitado, possibilitando a integração rápida de novos colaboradores, registando-se casos de pessoas que decidiram arriscar e mudar de empresa, com a vontade de abraçar novos e diferentes desafios, embarcando numa opção um pouco mais fora da carreira/área de formação que levavam antes da pandemia. Os programas de onboarding precisaram também de ser adaptados, mas foi possível garantir momentos de boas vindas à distância que permitissem tornar a integração motivadora e estimulante para os novos colaboradores e equipas.

Para muitas empresas, o teletrabalho não é uma total novidade e a pandemia mostrou-nos que, em muitos casos, é completamente possível. Aliás, sabemos que até existe a vontade, por parte de muitos colaboradores, de manter este formato no futuro, de forma híbrida ou total, já que pode potenciar um maior equilibro entre vida pessoal e profissional, bem como mais autonomia e flexibilidade. Passado um ano desde o início do trabalho totalmente remoto, é certo que muito mudou, mas aprendemos que a resiliência e a inovação são essenciais para enfrentar as adversidades. E essa é uma das lições mais importantes que podemos reter para o futuro.

Conteúdo original no artigo do Dinheiro Vivo.

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